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No Fundo da Garrafa

No Fundo da Garrafa

29
Fev20

The light in wich I see/Tears melt me to the bone

Gitano73

Quando estás deprimido, todos te rejeitam porque todos gostam de vencedores.
É quando chegamos ao fundo da depressão, aquele lugar onde o suicídio parece doce
e o esquecer parece uma suave atrofia alcoólica que entendemos que estamos perdoados e que nada destas coisas que nos levam ao fundo realmente importam. Elas são imagens de imagens que a nossa mente projecta no melhor pano de fundo- Nós mesmos.
No fundo das minhas garrafas eu encontrei tanto desespero, tanto sofrimento,
impotência, fúria, frustração, medo, rejeição e inadequação.
Hoje sou capaz de olhar o fundo e sorrir, achar a inedequação algo especial
Ver a rejeição de outra maneira, o medo como ele tenta manipular-me
A frustração vejo como uma oportunidade de tentar novamente
A furia uma pausa para contar até mais de dez (onze ou doze no máximo)
e a impotência como uma voz muda que ninguém quer ouvir, mas é minha.
O sofrimento e desespero são tons pastel de uma tela que eu já não quero colorir
Penso em mim, em Deus, no mundo e em ti, sejas quem fores.
Penso em entender o perdão ou a graça
Até finjo entender o que isso é de uma forma lógica
e sonho em sentir isso de uma forma inteira e una.
Quem é que eu escolho ser?
Mais um que pratica uma vez por semana a bondade e perdão
ou alguém que treina todos os dias para se perdoar a si mesmo e estender isso mesmo ao seu irmão.

24
Fev20

O Caminho das marés

Gitano73

O Caminho das marés

(Sugestão para ouvir ao ler)

No embalo da lua e de almoços flatulentos
Encontram-se três tristes tigres e mais um que não tinha lugar na conta.
O escarlate do vinho fazia descobertas em gargantas secas e o intenso das conversas não se advinhava até que fossem analisadas com conta e medida.
Conta e medida só usou quem conduzia.
Eu sempre soube o que era mas nunca usei em mim porque tenho medo que me iniba.
Mas lá estávamos os quatro com juventudes gastas e promessas de cura e despertar.
Todos os cimentos cansados e quase demolidos eram belos e perfeitos.
Eu olhava para os edifícios acabados e não entendia, a visão não me era estendida.
Mas sorria porque sabia que sim, porque sabia que não era possível ver de outra maneira.
Todos argumentam e todos levam o seus cinco tostões de razão e isso enche o peito
As concessões eram servidas à descrição, a tentação de contra-argumentar afogou-se no vinho e no amor.
Que por sinal era molhado, vermelho e ajudava ao tom suave das conversas
Depois vieram os cafés, sobremesas e espirituosas bebidas
(now we're talking)
Vieram anedotas, cumprimentos ao senhor do chapéu, por ser giro e ter um chapéu.
E vieram também insights de temas mais cansados de livros mais que lidos, relidos e esquecidos.
Não estão na moda, não dizem coisas "fixes". Estão soterrados em todas as ideologias que
defendem que não são precisos. É fraca a ideologia que diz que não precisa de algo mas nada tem para repor.
Após uma maravilhosa excursão por Motecarlo e Mónaco e as suas rústicas e étnicas vivências acabamos onde começámos.
No nr 6 de uma rua estafada dos carros que lá passam.
A encomenda foi entregue incólume, ao seu antro de origem. Agora sim, vamos. Vamos mais e mais em frente
Pensa e projecta o que quiseres, o que tu não sabes é que eu tenho quem me ajude a derrubar todos os egos
separados e inesperados. Vais cair, aos poucos, muito poucos, mas vais, e eu vou estar lá para sorrir porque sim.
(e vou contigo)

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