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No Fundo da Garrafa

No Fundo da Garrafa

10
Fev07

Sem título

Gitano73
A minha vida é um punhado de cartas
que nunca enviei
Um destes dias vou deitar a garrafa no chão
e vai-se partir
Vai cair em cima de envelopes selados
Vai misturar a tinta negra e o papel branco..
despreocupadamente...
E eu...eu vou ficar a olhar
uma vida escrita a apagar...
Mas até lá... tenho de ser um bom rapaz
E o bom rapaz vai sonhando a meio do dia
Que tudo vai mudar e que vai ser feliz
As visões de branco ártico tornam-no assustado e deprimido
Com medo de acordar um dia sózinho
Rei de castelos de nada
Com exércitos de nuvens e guerreiros de penas de almofada
Ainda a tentar atingir a cama uma vez mais esta noite
um cigarro e uma musica trauteada
.....bom rapaz....
....mudar.....feliz....
as crianças continuam a pensar no certo e errado
os adultos na face errada do machado
Sem nunca saber para onde apontar
Doem-me os dedos
Escondam o sol
Até lá..(para..parara...para)...bom rapaz....
....mudar..(lai lo lai)...feliz....
09
Fev07

Just..happened

Gitano73


Sabem aquelas músicas que não conseguimos deixar de ouvir?
Porque têm ritmo e têm uma letra de tão forte que é
parece que deixa vincos bem defenidos na nossa personalidade?
Pois bem.. falo-vos da música do Shrek
Ok.. não me insultem...
Accidentaly In Love dos Counting Crows..
Quando analisamos bem esta musica...
além do contagiante ritmo vemo-nos perante uma ode à paixão e ao amor
Desde o mais simples gesto como uma rendição ao gelado de morango
até à proposta final.. "encaixa-te dentro do meu amor."
é perfeita e completa, como uma música deveria ser.
Obrigado uma vez mais Adam


Para os mais crescidos
http://www.youtube.com/watch?v=bXeTrndKBgs


Para os outros como eu
http://www.youtube.com/watch?v=e03F-67wZrE

09
Fev07

Os crescidos não fazem estas coisas

Gitano73
Medos e arrepios daqueles que acontecem nas crianças
É o escuro, é o cão..
é o desconhecido e o papão
São fases e são carências
Não são medidas nem cabem em compreensões normais
São interrogações e reticências
São tudo aquilo que lutamos contra
São o não..o proibido...o impensável
Os crescidos não fazem estas coisas
Mas como não está escrito em lado nenhum
Estas coisas do bem parecer
Permito-me fazer tudo o que me apetece
desde que seja sentido sem ser encenado.
Apetece-me e prontos.
-"És uma criança grande"
-"eu sei.. achas que devo ter vergonha disso?"
-"Acho que deves ter orgulho. É lindo seres assim...e já não se vê"
-"De qualquer maneira não parece nada cool"
-"achas? Apetece-me apertar-te e não te deixar fugir"
São alturas onde a solidão ergue as barreiras que entende
E nós...não nos apetece nada..mas mesmo nada...
sair do abraço destas muralhas.
Necessitamos de saborear o caminho sós.
Não quero ombros nem abraços.
O fel sabe-me bem quando o invento
Quando o desenho à minha medida.
Talvez não esteja triste, não sei.
Mas apetece-me estar assim
miserável comigo mesmo
Sinto-me tão velho hoje.

03
Fev07

Meio Parvos

Gitano73
Subtítulo: To all the dreamers out there

É normal.
Uma rotina quase diária.
Deito-me fora e refaço-me dos bocados que foram partidos por ti
Os pontos suturados são de pouca perícia
Deixam as cicatrizes todas mal feitas e feias
É como a noite que nunca me deixa dormir sozinho
Tanto me aconchega sózinha e fria
como me aquece com uma outra tu.

Já não acho graça à dor.
Já não quero fingir.
Não quero sobreviver aos dias
Quero vivê-los.
Mas não sózinho.
Já não me diverte o acaso
Mentalizo-me centenas de vezes que não é assim
que isto vai melhorar e quem sabe até passar
Todos os coleccionadores de dores
sabem que é uma mentira auto-imposta que nos
faz esboçar meios sorrisos
Acho que somos meio parvos...
Teimamos em acreditar que amanhã será melhor
Somos meio parvos



01
Fev07

Insignificâncias.

Gitano73

O por do sol chega cedo demais
para sublinhar o dia que foi curto
para te aproveitar
sempre esta sede de te beber por completo
de te ver sorrir os olhos
e esta minha mania de me irritar com as borboletas
teimam em não entender que deviam pousar em ti
Como as estrelas que já não brilham assim tanto
E todos os promenores que agora parecem não importar
Um innuendo contínuo entre o universo e tu
E já são dez horas
A noite já não é mágica
insignificâncias.
Imensas. Todas juntas.
Levam-me para longe, para perto de nós
Com um sobretudo e à chuva
Para que eu acredite que amanhã seja melhor que hoje
Não me perdoem nada. Não se esqueçam de nada.
Pois hoje vou a um funeral.
Da morte de um ideal
O do romantismo banal.
Levo na lapela um sentimento surreal
muito meu, do que acredito ser o amor.
E levo-te a ti dentro de mim
ali prós lados do coração
Será cremado, segundo julgo.
Eu, mesmo assistindo às chamas, nego
Tudo o que sempre neguei.
Preocupo-me demasiado em continuar a ser
a idéia que sou de mim mesmo
Um palhaço sentimentalista.
E ao romantismo..
Não o vejo chegar e não sinto que vá.
Mas é de bom tom estar presente em tudo na vida
mesmo num funeral
mesmo um que não me toca
mesmo um que não vivi


 


"And we're nothing more than
fools and whores with sad eyes
and we're living in a wasteland"
Augustania - Wasteland

Pág. 2/2

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