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No Fundo da Garrafa

No Fundo da Garrafa

25
Mar21

Sister Moon

Gitano73

https://www.youtube.com/watch?v=hREG6DywQpA

Sister moon will be my guide
In your blue blue shadows I would hide
All good people asleep tonight
I'm all by myself in your silver light
I would gaze at your face the whole night through
I'd go out of my mind, but for you

Lying in a mother's arms
The primal root of a woman's charms
I'm a stranger to the sun
My eyes are too weak
How cold is a heart
When it's warmth that he seeks?
You watch every night, you don't care what I do
I'd go out of my mind, but for you
I'd go out of my mind, but for you

My mistress' eyes are nothing like the sun
My hunger for her explains everything I've done
To howl at the moon the whole night through
And they really don't care if I do
I'd go out of my mind, but for you

Sister Moon

 

02
Jan21

Um verso em branco à espera do futuro.

Gitano73
(dedicado a todo(a)s os que lerem isto)
 
No teu poema

Existe um verso em branco e sem medida
Um corpo que respira, um céu aberto
Janela debruçada para a vida
No teu poema existe a dor calada lá no fundo
O passo da coragem em casa escura
E, aberta, uma varanda para o mundo
Existe a noite
O riso e a voz refeita à luz do dia
A festa da Senhora da Agonia
E o cansaço
Do corpo que adormece em cama fria
Existe um rio
A sina de quem nasce fraco ou forte
O risco, a raiva e a luta de quem cai
Ou que resiste
Que vence ou adormece antes da morte
No teu poema
Existe o grito e o eco da metralha
A dor que sei de cor mas não recito
E os sonos inquietos de quem falha
No teu poema
Existe um canto, chão alentejano
A rua e o pregão de uma varina
E um barco assoprado a todo o pano
Existe um rio
O canto em vozes juntas, vozes certas
Canção de uma só letra
E um só destino a embarcar
No cais da nova nau das descobertas
Existe um rio
A sina de quem nasce fraco ou forte
O risco, a raiva e a luta de quem cai
Ou que resiste
Que vence ou adormece antes da morte
No teu poema
Existe a esperança acesa atrás do muro
Existe tudo o mais que ainda me escapa
E um verso em branco à espera do futuro....
 
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22
Dez20

Sacana

Gitano73

Sacana
Foste e eu ainda precisava de ti
foste e na tua filosofia errática de vida
nos teus conselhos tropeços sobre tudo
eu ainda precisava de ti
Hoje, como em tantos outros dias, apetece-me ligar-te
Ninguém vai atender, e se acontecer não vais ser tu
Devias ir à merda só por isso
mas como estas morto, ido e vão
eu vou desculpar e culpar-me a mim mesmo por ser tão fraco e querer ouvir-te
Bem que podias voltar mais dez minutos àquela cama
em que dizias cenas e eu não ouvia
Mas ao menos dizias.. falavas..
Até lá.. mais um brinde... (mais um..com gelo)

 

https://www.youtube.com/watch?v=SlPhMPnQ58k

05
Jun20

A Vida

Gitano73

A vida (Sugestão para ouvir)

Somos demasiado pequenos para a vida.
Demasiado pequenos para o sol e para a lua
Diminutos pensamentos que se forjam no "eu"
Quem és tu? quem é aquele que observa o que tu és?
Quem é aquele que ignora o que não és?
Quem é o observador após todas as tuas escolhas e decisões?
És tu
- "Muito prazer, eu sou o mesmo"
- "O mesmo que eu?"
- "Sim mas com ilusões diferentes"

- ...

04
Jun20

A lua, a noite e as estrelas

Gitano73

Sugestão musical de acompanhamento da leitura

Esta noite há estrelas no céu
Nada de novo. Há estrelas no céu todas as noites.
Nem sempre olho para elas, elas não sei, gosto de pensar que sim.
Esta noite a lua brilha.
Nada de novo. Todas as noites ela brilha.
Nem sempre olho para ela, ela não sei, gosto de pensar que sim.
Esta noite eu estou a escrever aqui.
Nada de novo, várias noites escrevo aqui.
Um teclado merdoso, um whisky rasco com gelo para disfarçar, e um cigarro que se vai.
As estrelas, a lua e eu estamos a observar.
A noite, calada como sempre, nota-me e na obscuridade sussura-me palavras.
Eu nem sempre as tenho, ela por vezes cala-se, mas hoje, de janela aberta
ela presenteia-me com estes banhos e bronzeados de lua cheia.
Um náufrago dos pensamentos, crenças e sensações
sem bóias, sem saber muito bem nadar ou sequer sonhar
olho pela janela e vejo os despojos de luz que saem de outros prédios

"Todas as famílias felizes são idênticas, cada família infeliz é infeliz à sua maneira."
Léon Tolstoi Anna Karenina.

Uns riem, outros discutem. Outros ainda estão absortos na televisão ou a resolver jogadas de
treinador de bancada de futebol.
Outros fazem amor, escondidos da luz do dia, não vá ser pecado e Deus (como todos sabem) de noite não vê.
Na minha rua a lua brilha e abençoa todos eles.
Na minha rua a noite esconde parte deles.
Na minha rua, a noite sorri porque eu sei o que a lua está a fazer
A lua, essa rameira que ilumina todos sem excepção, da noite para fora,
acho que também sorri.
Ela tem uns rebeldes de estimação.
Que se escondem do sol

 

 

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