Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008

Amo-te

Palavra banal nos dias de hoje.

Ouvimo-la fácil. Nunca é sentida quando é dita.

Fazem-se promessas de relações divinas sobre essa permissa.

Na práctica.. são momentos. Valem tanto quanto os beijos trocados.

A saliva perdida, trocada, mexida dançada fica-se entre a esquina mais antiga do tempo e o patamar das tuas escadas.

A ilusão é fácil e acabamos por acreditar no quase tudo que nos é providenciado

Somos nutridos num fast-food de sentimentos. Enchem e são de digestão difícil.

Ilusão.

Palavra reaprendida over and over again.

"Tu não me amas. Tenho a certeza disso"

Sim... eu nunca tive certezas de nada.. sigo o instinto e ele funciona para mim. Ele sussurrava-me "amas um inferno....inferno..."

Acima de mim uma respiração a mais disse-me...

"Calma. Não chores. Já aprendeste que o sol amanhã é mais brilhante... e tu és um dínamo"

E eu não chorei.

Depois a mesma respiração disse-me

"Curaste uma dependencia"

E eu, ao olhar a musica... a respirar um perfume esquecido....

pergunto-me....

"Quem disse que queria curar?"

O amo-te é cada vez mais banal nos dias que correm.

Ainda bem que temos defesas que nos levam a não acreditar a cem por cento.

Sao os nossos amortecedores na queda.

"Mas repara amor é incondicionalmente"

Claro que sim.

Claro que sim....

Um dia com alguém....irá ser verdade....uma verdade....incondicional

 

publicado por Gitano73 às 00:06
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1 comentário:
De Mikas a 3 de Dezembro de 2008 às 15:20
Deliciosamente dito, com laivos de deprimente. Amei..e concordo em parte, se bem que eu sou muito mais optimista que tu.
Have I told you lately that I love you ?

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