Fim de semana difícil e extremamente introspectivo.
Velório do irmão Paulo Caldeira
Centenas de pensamentos a pulular a mente
A morte, o adeus, a fuga e a demência.
Tudo junto é um cocktail explosivo e inesperado
Os pais, irmãos amados por mim,
Enfrentam a maior prova desde o nascimento
A de assistir à morte de um filho.
Acho que é o meu pior pesadelo.
Penso que é o pior pesadelo de todos os pais
Adoro-os e respeito-os mais do que as minhas palavras possam transmitir.
Aquele casal de alentejanos pacatos e estudantes do curso..
sempre me inspiraram pela humildade e complacência
Não tenho palavras para ajudar à recuperação rápida destes pais
Sei que tudo leva o seu tempo e tudo irá ser cozinhado como Deus quer
e sem interferir com o livre-arbítrio do ser que ofereceu 32 anos de companhia
a estas iluminadas pessoas.
O meu coração pulsa com a compreensão e com tanta, mas tanta compreensão
pela pela dor que atravessam que se torna difícil sequer expressá-lo.
César, eu sei, e tu sabes que o que eu sei tu também sabes,
tudo isto é uma loucura que acontece num palco insano, no tempo de um piscar
de olhos da eternidade.
O Paulo está neste momento na unidade e eu acredito que o chamado para a unidade era mais forte que a permanência na divisão.
Com amor,
O ego conhecido como Eu.
Certos escritos são temperados ao sabor dos tecidos de vestidos de mulher
que acariciam o vento ao entoarem orações
de querer, amar e sofrer.
As canções que sopram nos bastidores do filme da vida de cada um
são sublinhares de momentos que, cansados do silêncio, ganham vida.
Tento eternizar alguns desses episódios com a escrita.
Falham-me os sons.
O legado aritmético da lembrança de ti adornada pela canção que escolhi,
é fraco testamento para quem lê.
Resta-lhe crer que é assim que harmonizei as frases
e que foi assim que te descobri.
Com palavras de amor que entrego ao ar
e que entendes com a alma
E, ao dar vida à paixão
Novas canções brotam
disfarçadas de monotonia no pagamento das contas e dos afazeres diários.
Afinal, há sempre um sorriso que espreita...
e recolhe à noite, com a esperança de nova manhã.
Uma janela desenha-se dos meus olhos para dentro
E lá é uma terra sem lei onde o menor pensamento
foge por entre todas as réstias de lógica que o coração permite
suspira, sua e canta aos deuses do esquecimento
que o embalem no ultimo suspiro de tudo o que não é impeditivo
à cacimba que cai nas árvores que esperam o sol.
Noivas de um distante elemento e presas a um relacionamento
sujo de terra e sem emoção.
Estas árvores prestam o serviço publico da sombra e eu
com a relutante preguiça de todos os humanos,
Sento-me debaixo delas e, sem pensar,
encosto-me no abrigo escondido do seu tronco
que me dá sombra e serenidade.
Antes de fechar os olhos, protegido do sol, ainda imagino…
"Espero que nunca façam greve ou se revoltem!"
E pronto.
Trinta e nove. Contabilizados. Feitos e caramelizados.
Na minha vida, sempre, desde que me lembro,
ficava um pouco depressivo no dia do meu aniversário
Sempre detestei receber prendas,
Nunca achei que era um desperdiçar de festividade comigo
Hoje estou mais maduro (não puxem por mim sobre esta definição que estou tão perdido quanto o próximo)
e vejo-me, de uma maneira muito minha, muito básica talvez
mas a gostar de "celebrar" esta coisa do aniversário.
Passei um dia bastante calmo e a sorrir na maior parte das vezes.
A família contribuiu imenso para isso e estou-lhes grato.
Muito mais do que alguma vez conseguiria escrever.
Para o ano serão quarenta.
E a antecipação de tudo o que isso traz
torna-me melancólico…
Mas o amanhã vem aí,
sem festas nem velas.
Vem fresco e agridoce.
Vem para colidir comigo de frente
e eu vou, mais uma vez, sobreviver a esse acidente
E vou deitar-me na almofada consoladora e..
contar-lhe uma vez mais as histórias dos dias
que das noites ela já sabe.
Vou, desta vez, perguntar-lhe se ela sabe como salvar uma vida?
E todos os anos chego a esta altura meio besta
em que, supostamente se "celebra" mais um aniversário meu
Podia e devia ser um aniversário de outro qualquer
mas é meu e infelizmente tenho de acompanhar o ritmo do tempo
Imposto por quem nunca conheci e definido por leis que nunca percebi.
Trinta e nove.
Pergunto-me o que aconteceu.
Ainda agora estava na escola
Ainda ontem estava a tocar viola.
Ainda hoje estive a recordar
E amanhã, provavelmente
irei degustar todos os anos em que nada parecia avançar
na minha vida.
Hoje, outro tempo. Outra altura.
Outra essência me comanda.
E eu sinto pena de não degustar mais um ano.
Tudo parece acontecer propositadamente para eu nem sequer perceber
que tenho de parar
e tenho de pensar
e tenho de sentir este pulsar
da vida que brilha em mim
que ofusca todos os que a contemplam
mas que enegrece tudo o que há de errado em mim
Estou farto.
Farto do equilíbrio e farto de ser correcto.
Estou farto do genocídio que faço diariamente aos milhares de vozes que gritam
cá dentro para eu ser eu
E eu esqueci-me de quem sou
Para a minha imensa satisfação, estou mesmo contente por esta ultima frase.
Passei metade da vida a tentar esquecer-me de quem sou
Pois se o antigo não for embora, como pode o novo chegar?
Eu cacei a lua até estar cansado dela
Eu fui atrás da vida até estar vergado por ela
Eu fiz tantas coisas e a tanta velocidade,
que nem tive tempo
para parar e pensar
Naquela lua que ultrapassei
Não tive sequer de imaginar
que tu…
podias achar graça a isso de ter uma lua
Não me lembrei de ta oferecer
mesmo depois de me fartar dela.
Mesmo assim…..
Acho que não precisas de mais brilho nos olhos
Nem bandoletes de luar que te embelezem os cabelos negros
Dorme bem meu amor.
http://www.youtube.com/watch?v=iM3ymLH3V
É tempo de dizer a vida é bela
mas parece que ainda não chegou esse tempo
para mim
E dou voltas à ampulheta e ela não se ajusta
às minhas métricas
E eu espero e anseio
e eu desespero e sopro para deixar o vapor sair
E bebo e bebo e bebo..
para deixar a indiferença cair.
Estou farto e estou sem sentido
Estou cansado e estou perdido
Sei que nada tem nada a ver com nada do que me rodeia
Tudo tem tudo a ver com tudo o que eu faço de mim
E eu …
nada faço de mim….
É tempo de dizer…
A vida é….
E eu continuo à cabeçada
contra muros de vento que apenas me empurram
para a frente… (de quê?)
Step one you say we need to talk
He walks you say sit down it's just a talk
He smiles politely back at you
You stare politely right on through
Some sort of window to your right
As he goes left and you stay right
Between the lines of fear and blame
You begin to wonder why you came
CHORUS:
Where did I go wrong, I lost a friend
Somewhere along in the bitterness
And I would have stayed up with you all night
Had I known how to save a life
Let him know that you know best
Cause after all you do know best
Try to slip past his defense
Without granting innocence
Lay down a list of what is wrong
The things you've told him all along
And pray to God he hears you
And pray to God he hears you
CHORUS:
Where did I go wrong, I lost a friend
Somewhere along in the bitterness
And I would have stayed up with you all night
Had I known how to save a life
As he begins to raise his voice
You lower yours and grant him one last choice
Drive until you lose the road
Or break with the ones you've followed
He will do one of two things
He will admit to everything
Or he'll say he's just not the same
And you'll begin to wonder why you came
CHORUS:
Where did I go wrong, I lost a friend
Somewhere along in the bitterness
And I would have stayed up with you all night
Had I known how to save a life
CHORUS:
Where did I go wrong, I lost a friend
Somewhere along in the bitterness
And I would have stayed up with you all night
Had I known how to save a life
How to save a life
How to save a life
CHORUS:
Where did I go wrong, I lost a friend
Somewhere along in the bitterness
And I would have stayed up with you all night
Had I known how to save a life
CHORUS:
Where did I go wrong, I lost a friend
Somewhere along in the bitterness
And I would have stayed up with you all night
Had I known how to save a life
How to save a life
More lyrics: http://www.lyricsmania.com/how_to_save_a
All about Fray The: http://www.musictory.com/music/Fray+The
Nem sempre o pássaro que canta
traz o pôr do sol mais mágico
Por vezes a banalidade maravilhosa do sol que cai
sabe-se lá de onde
Enche-nos de esperança e magia nos olhos
que nem sempre choram quando requerido
Expressam-se como querem e sem limites de razão
às vezes a galinha congelada dentro da arca mais absurda
traz-nos mais musicalidade
Depende sempre dos olhos que a olham
Nem sempre temperados com o sentimento necessário
para poder ver… o pôr do sol…
às três da manhã.
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